Considerações sobre a Assembleia

Considerações sobre a Assembleia

Algumas considerações a respeito da luta e da Assembleia Geral do CPERS-SINDICATO, no Pepsi on Stage, ocorrida na última sexta feira, dia 11 de setembro.

Bueno, cara Helenir! Defendi a estratégia proposta pela direção de inicialmente fazer três dias de paralisação ou greve se quiser assim chamar, pois nos possibilitou a união dos profissionais da educação. No entanto, presidenta o movimento se pôs a crescer de maneira que a muito tempo não se via.

Isto posto, a pauta definida no dia 18/08 não dava mais conta, até por que ela não era definitiva, por que o movimento sindical de luta é dinâmico. Isto aprendi na luta, Helenir quando estávamos no mesmo campo.

Na Assembleia havia um grupo na frente de lutadores ferrenho. No entanto, eles não estavam apenas expressando sua posição e indignação do resultado. Mas sim, estavam externado o sentimento de pelo menos metade da plenária da Assembleia Geral do CPERS-SINDICATO.

Causa-me estranheza, que de repente, nossa voz, gritos ou vaias, nossos braços passaram a ser considerados "baderna". Bem sabes que estes são instrumentos de luta das trabalhadoras e trabalhadores. Como nas falas feitas pelas pessoas de grupos que estão afinados com a proposta da direção. Teve-se que sim, usar nossa voz e força para entrar, pois sob alegação de lotação do local, fechou-se as portas. Assim, entrei na “unha” e constatei que ainda havia muitos lugares! Por que não providenciaram um contador de pessoas, ou melhor, um lugar mais amplo? O estádio Beira Rio, Arena do Grêmio ou do São José?

Em reiteradas falas dos achegados a proposta da direção. Buscavam a querer valorar a maior, a decisão dos núcleos. Nossa luta é pela DEMOCRACIA PARTICIPATIVA. Ainda lembra disto, Helenir! Não delego meu direito de voto nas decisões importantes. A assembleia é a instância soberana em que as falas são para isto, presidenta e demais membros da direção central do Cpers-Sindicato! São Para o convencimento nessa ou aquela posição. Ainda o associad@ tem o DIREITO a mudar de ideia. Sabes que muitos não foram na assembleia Regionais. Portanto a assembleia geral pode democraticamente apresentar resultados diferentes da votação nos Núcleos Regionais. Sai deverás preocupada, Helenir! E já estava “com a pulga atrás da orelha” quando por colegiado no Conselho Geral ampliado SEM ASSEMBLEIA no dia 04/09/15, decidiram por greve. Apesar que ser favorável a greve eu quero ser partícipe da decisão.

Presidenta e direção central do Cpers- Sindicato! Luta unitária com os demais servidores. Sim! No entanto a manter nossa autonomia e independência. Foi inócuo discutir pela luta unitária perdeu-se tempo e tencionou mais a assembleia. Luta unitária, sim! Sem que isto signifique apenas seguir aos demais servidores, que por questões que não cabe explanar agora, não tem tradição de grandes lutas e greve por tempo indeterminado.

Lembro-me que em muitos momentos disputado como este, fizemos contagem dos ou votação por cédula. Recentemente, na assembleia para desfiliação da CUT, houve votação por cédula. Aliás, nesta questão votei pela permanência a CUT que acreditava ser possível ela voltar a ser a central combativa e em defesa dos trabalhadores. Lamentavelmente eu estava errada!

Ouvi estarrecida falas de contrariedade à luta de vanguarda, quando esta, também é uma forma necessária. Inclusive, esta valorosa vanguarda que em alguns momento divergi. Porém, com distanciamento necessário sou capaz também de ver a importância, Para ilustrar cito na luta pela manutenção do IPE. Em outras a vanguarda fracassou! Porém, somente a luta via dizer o resultado dela. Entendo que não pode ser um instrumento único e repetitivo para que não se esgote e contribua para o esvaziamento da base as lutas do sindicato. Mas, qualquer luta é melhor que nenhuma!

Helenir e direção central do CPERS-SINDICATO, a proposta de unir a categoria que apresentaram na campanha para direção central foi cumprida. Mérito de vocês. No entanto, uma direção que prima por um processo de luta democrática como diria nosso mestre, Paulo Freire: diante do conflito aceita que emerjam as diferentes concepções e posições para mediar e superar! Mas o que vemos nas ações da direção central? Estão indo de encontro.

Vocês dizem que agora que a luta é primada pela "inteligência". Mas que inteligência? A mesma que orienta o Sartori?

Bueno para concluir presidenta, e direção Central do Cpers-Sindicato! Respondam por que não foi feita votação por cédula? Qualquer pessoa com visão democrática na defesa da categoria e não de interesse pessoais partidário, veria que por contraste não se teria resultado justo, honesto, verdadeiro, democrático!

Porto Alegre, 12 de agosto de 2015.

Profª Márcia Schardong Siqueira, filiada ao CPERS-SINDICATO desde 01/08/1989 quando ingressei, através de concurso público no magistério estadual.

 

 

 




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